Cheguei num bar e pedi ao garçom:
“Por
favor, um chope escuro!
“Escuro?”
“Claro!”
“Desculpe,
senhor. Claro ou escuro?
“Escuro!”
“Então,
escuro, certo?”
“Claro!”
Como
ficamos nesse impasse vários minutos e a sede era insuportável, troquei o
pedido:
“Traz,
então, uma água mineral.”
“Mineral?”
“Natural!”
“Desculpe,
senhor. Mineral ou natural?”
“Mineral!”
“Então,
é mineral, certo?”
“Natural!”
E
acabei saindo do bar mais morto de sede do que entrei.
*****
Depois
do assalto em minha casa, que foi tarde da noite, o policial perguntou:
“Então
foi à noite?”
“Tarde!”
“Tarde
ou à noite?”
“Tarde!
À noite!”
“Desculpe,
mas... tarde ou à noite?”
“Tarde!
À noite!”
“Tarde,
então?”
“Já
disse! À noite!”
E nesse
vai e vem, acabei não registrando o assalto.
*****
O
Joaquim, vindo de Além-Mar, com a recomendação do seu amigo Manoel que, no
Brasil, tinha um prato maravilhoso, o qual ele não deveria deixar de provar,
retornou “p” da vida à “terrinha”.
“E
então, provou daquilo que sugeri?”, perguntou Manuel, assim que se
reencontraram.
“Provar,
eu provei! Mas não sabia que me querias muito mal!”
“Por
quê?”
“Ora,
pois! Porque eles me arrebentaram todo o ânus!”
“Como
assim?”
“Ao
chegar ao restaurante, assim que fiz o pedido, eles me levaram para um quarto
escuro e me enrrabaram. Afinal, era uma rabada e eu não soube pedir? Ora, se eu
soubesse que aquilo era a tal surubinha...”
“Surubinha?!
Que surubinha, Manel?! Eu me referi ao pintado, que lá no Brasil chamam de
surubim!”
*****
Eu e
minha mulher fomos passar férias na Bahia.
Sei lá
por que cargas d’água, ela cismou que teria de comprar um novo sutiã. Assim, em
vez de sairmos do hotel para conhecer os pontos turísticos de Salvador, fomos
às lojas de artigos femininos.
Depois
de entrarmos em diversas lojas e ninguém ter o que ela desejava, é que
descobrimos que, por lá, o sutiã chama-se galefom.

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