Histórias, contos e reflexões para todas as idades, por um escritor apaixonado pelo que faz.
A DISLALIA
O MELHOR AMIGO DO HOMEM
Desculpe,
sim, porque somente agora, depois desse tempo todo, quando continuei me
afrouxando de risos toda vez que alguém comentava essa “gafe”, aprendi que
ainda bem que temos um animal para ser o nosso melhor amigo. Infelizmente. Sim,
infelizmente, porque nós, animais racionais – é o que diz a Biologia -, é que
deveríamos ser o melhor amigo de nosso semelhante.
Desculpe,
sim, ex-ministro, porque foi preciso conviver com “amigos” – e por que não
falar familiares -, e conviver com um cão, chamado Darwin, um cãozinho de raça
desconhecida - seria ultraje chamá-lo de vira-lata -, que me ensinou a compreender
as palavras de Rogério Magri.
Nossa!
Aquela hora em que chegamos em casa e a sua cauda gira mais do que hélice de
ventilador; que nos olha com ternura, “dizendo” palavras que nos confortam
quando estamos aperreados; que sabe se deitar no nosso colo, dando ou pedindo
um cafuné; que “fala” o quanto nos ama... Desculpe, ex-ministro.
O cão
nem me pertence – é do meu filho Igor. Não mora comigo, mas sinto saudade
quando ele não pode trazê-lo para passar uma tarde comigo. E sei que não estou
louco, quando, numa videochamada, faço questão de mexer com ele, olhar para ele...
E quando lá do outro lado da linha, aquele “cara” levanta a orelha
agradecendo...
Assistindo
aos noticiários das guerras da Ucrânia e de Israel; vendo o machismo dos homens
assassinando mulheres porque não aceitam o final de seus relacionamentos; mães
descartando seus bebês em banheiros de rodoviárias; bêbados atropelando pessoas...
Mais me convenço de que preciso deixar um conselho – que talvez seja tão
ironizado como aquilo que disse o Magri -: adotem um cão! Garanto que, dentro
em breve, o mundo estará repleto de pessoas de bem, e, consequentemente, os
cães terão concorrência sobre o melhor amigo do homem.
Desculpe,
Magri! Obrigado, Darwin!
Que dia memorável!
Que local tão aprazível, que saí de lá com o coração e a alma
renovados, nas alturas!
Eu poderia, sim, estar me referindo a uma igreja, uma sinagoga, um culto, mas
não. Estou me referindo a uma ESCOLA. Isso mesmo! ESCOLA com todas as letras
maiúsculas, como todas as escolas do nosso país deveriam ser escritas.
ESCOLA em que tive a honra de ser um dos convidados para abrir a sua Segunda
Feira Literária. ESCOLA que me acolheu de braços e coração tão aberto quanto
quentes, e que fez me sentir como se estivesse entrando na primeira escola como
escritor, ou fosse o maior – talvez o único – escritor deste planeta. Ou seja,
realizar o sonho de quando estou escrevendo meus livros, penso justamente no
leitor, no aluno, no cidadão.
Que manhã e tarde memoráveis, quando pude me dirigir a mais de uma centena de
crianças e jovens alegres, motivados, respeitadores, e falar da importância da
escrita e da leitura em suas vidas, não só contribuindo a sua formação cidadão,
como – quem sabe -, plantando sementes para o nascimento de novos escritores.
Na quadra de esportes, onde pude degustar dos maiores momentos de emoção,
também pude constatar o trabalho pedagógico da escola. Algo que fez com que,
nos meus 46 anos de magistério, ainda acredite na Educação como a maior
ferramenta para um mundo melhor.
ESCOLA, obrigado por dar e receber. Sim, receber porque também aprendi com a
garotada, através das suas ideias, sugestões, respostas, o quanto eu, um
cara de 69 anos, posso aprender com essa petizada.
Alunos, professores, funcionários, direção, muito obrigado pela acolhida.
Ah! Esse templo de Educação tem nome e endereço: Centro Educacional Chambarelli
Rua Paiva, 233 – Quintino – Rio de Janeiro.
A MORTE OU A VIDA ETERNA
Na verdade, esse bom humor sempre teve um quê de verdade,
pois confesso que nunca entendi ou digeri a morte. Talvez porque tenha perdido
o meu avô materno – um homem que foi realmente pai duas vezes na minha vida –
quando passava por momentos bastante turbulentos; talvez porque tenha perdido a
minha avó materna, que tinha um ouvido magnífico para me ouvir e me entender;
talvez porque perdi minha mãe quando mais precisava – uma redundância porque
mãe a gente precisa a vida toda -, mas de uma forma estupidamente trágica;
talvez porque tenha perdido meu irmão durante a missa dela de sétimo dia;
talvez porque tenha perdido meu pai, que havia passado a ser o meu esteio,
meses depois.
Esse efeito cascata de amargura não teria sido uma forma de
Deus me dizer uma, duas, três vezes o que é a morte física, já que a vida deles
ficará dentro de mim eternamente, ou melhor, até que eu partirei também? Será
que não foram lições para eu ter a consciência de que a morte é a única certeza
da vida, e devo estar preparada para ela?
Sou cristão. Mas apesar de tudo isso, continuo não entendendo
ou digerindo essa passagem. Leio, vejo filmes sobre isso baseados nessa
realidade, converso a respeito, ouço pessoas com grande espiritualidade, mas...
continuo não compreendendo nem digerindo a morte. Quem sabe eu só consiga
entendê-la depois que de morrer...
Eis aqui um homem de pouca fé!
É fim de noite. Logo, irei me deitar e orar para Deus,
agradecendo por tudo o que me proporcionou hoje: meus filhos, minha esposa, a
comida, a saúde... Mas... No fundo, no fundo, ainda direi a mim mesmo: “Menos
um dia!”
Se você tem algo que possa me ajudar, interaja comigo,
escreva alguma mensagem e deixe nos
comentários.
Amém!
OS PRAZERES DA MINHA VIDA
Você deve estar pensando que, na minha lista de prazeres, vai encontrar de supetão: cervejinha, futebol e mulheres. Claro que não precisa ser nesta ordem.
OK!
Tratando-se de pertencer ao gênero masculino, cabe a pergunta: realmente, quem
não gosta de uma cerva bem gelada? Quem não gosta de um jogo da Champions
League? Quem não gosta de um bom motel?
Hoje,
aos 69 anos, querendo confirmar que esses são os grandes prazeres de um homem,
resolvi fazer um retrospecto da minha vida:
Quando adolescente, adorava
namorar e ver futebol.
Quando
adulto, adorava namorar, ver futebol e tomar cerveja.
SAUDOSISTA COM MUITO ORGULHO
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