Como já dizia o grande compositor Billy Blanco “o que dá pra rir, dá pra chorar”, tenho flagrado situações que, embora sejam gafes ou ignorâncias, não podem deixar de ser comentadas. E como estou sempre ligado no que acontece à minha volta, desculpem, mas tenho de fazer rir e não chorar.
PIADAS DA HORA
Ontem,
ao chegar na padaria pela manhã para comprar aqu
ele pãozinho francês para o
café da manhã, escutei essa:
“O
Mengão só não goleou o Palestino porque teve pena!”, disse o cara que estava na
fila.
´ E qual
não foi a minha cara e a de muita gente, quando o balconista retrucou:
— Tinha que ter pena mesmo! Afinal, os palestinos estão em guerra com Israel; a cidade deles está tão destruída, que nem devem ter campo pra treinar, e, ainda por cima, foram obrigados a viajar pro Brasil pra jogar no Maracanã! Além disso, já imaginou que, enquanto estavam jogando, os familiares poderiam estar sendo bombardeados?
*****
Assistindo
ao jogão Manchester City X Real Madri, a emoção era tanta, que muita gente não
deve ter percebido as gafes do narrador e do comentarista.
O City
tem dois jogadores com nomes muito curiosos: o inglês Philip Foden e o belga Jérémi
Doku.
De
repente, durante uma jogada de iminente perigo na área do City, o narrador
gritou: “Tira a bola Doku!”
Minutos depois, quando o atacante
do City fez um golaço, o narrador, mais uma vez, não se conteve, e gritou: “Foden!
Foden! Foden!”, “O nome dele é Foden! Foden, o cara!”
E não ficou nisso, porque, na
mesma hora, ainda cheio de emoção, ele esganiçou-se: “Daqui dá pra se ouvir o
grito vindo da arquibancada: ‘City, Foden” City, Foden!”
E como se isso já não tivesse me afrouxado de risos, o comentarista ao escolher o melhor jogador, no final da partida, disse: “Se Foden... Isso mesmo, telespectadores! Se Foden não tivesse jogado o que jogou, eu juro que Doku... Juro que minha escolha seria Doku!”
*****
Faço parte de um grupo de
escritores independentes, que estão sempre publicando seus livros em
plataformas. Uma delas é o KU — isso mesmo, KU —, sistema de assinatura de
livros digitais da Amazon.
Esta semana, trocávamos mensagens
no celular, quando uma das colegas postou:
”Acabei de colocar meu livro no
KU!”
Por alguns segundos houve um
silêncio absoluto até que alguém comentou, começando um diálogo entre eles:
“Eu também ia colocar o meu no
KU, mas desisti porque não teria visibilidade. Pouca gente ainda gosta do KU!”
”Eu discordo. Esse já é o segundo
livro que ponho no KU, e tenho gostado muito. O primeiro pode não ter sido um
sucesso, mas depois que fiz bastante propaganda, muita gente passou a me
conhecer pelo KU.
“Você, quando bota o livro no KU,
você deixa o seu KU aberto?”
”Você quer saber se eu cobro pelo
meu livro no KU? Normalmente, nas primeiras semanas, eu deixo todo mundo ver meu
KU de graça!”
“Legal! Acho, então, que vou
experimentar colocar meu livro também no KU.”
“Garanto que você vai gostar!”
“Certo! Mas que tipo de livro
você põe no KU?”
“Hoje, foi um romance de 200
páginas, mas o primeiro foi um suspense de 400!”
“Nossa! Não sei como aguenta!”
“É que depois que descobri que
posso colocar tudo no KU, não tenho feito outra coisa.”
“Você pode me dar o endereço do
seu KU? Já que seu KU está de graça, vou navegar dentro dele pra ver se gosto.”
“Tudo bem. Mas se tiver alguma
dificuldade, me avisa, porque terei o maior prazer em te ajudar a explorar o meu KU!”

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