
Quem nunca entrou num banheiro público e encontrou atrás das portas dos espaços privativos “poemas” de grandes autores? Digo “grandes” porque, além de nos fazerem refletir com suas obras, são de rara humildade porque são anônimos.
Certamente que hoje em razão de
levarem o celular para o banheiro, muitas pessoas perdem a oportunidade de
aumentarem sua cultura. Vejam esses poemas, que se encontram no meu livro
Várias Maneiras de Provocar um Ataque de Nervos num Professor, os quais encontrei
atrás das portas dos banheiros de diversas escolas:
Caro
colega:
“ Se acabou o papel
E a
Inês é morta,
Limpe-se com a cueca
E não
com o dedo na porta”
***
A um professor
de Física:
“Olhando o que fiz na privada
Aprendi
o que é densidade.
Que
aula prática e profunda!
Pra que
teoria, ó mestre?
Bastava
que me dissesse:
Olha
com a merda não afunda!”
***
Aos
professores em geral:
“Se querem também sentir
A
dor da reprovação,
Enfiem nos seus traseiros
O
que tenho agora na mão!”
***
“Defecar
é tão bom
Que
defecar é do universo
Defecar em silêncio ou com som
Chega
a nos dar um dom
Que
defecando eu fiz este verso”
***
Às
professoras idosas:
“Vocês
já viram no espelho
Seus
peitos quando sem roupa?
De pé
vão até os joelhos,
Sentadas, caem na sopa,
E o
traseiro, que maneiro,
Parece
um motor de popa!”
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