É bem
possível que muitas pessoas não se lembrem do MOBRAL — Movimento Brasileiro de
Alfabetização — que, entre 1967-1985, foi instaurado na conjuntura da Ditadura
Civil-Militar como a solução do grande problema do analfabetismo.
Pois bem, a
história é a seguinte...
Cerro
professor, no seu primeiro de aula, perguntou aos alunos o porquê de terem se
inscrito naquele movimento. Claro que a resposta era óbvia, porém, gostaria de
saber de cada um suas especificidades.
Após
inúmeros deles responderem, seu João lhe chamou a atenção:
“Depois que
consegui um emprego de carteira assinada e, na hora de assinar o contrato de
trabalho, tive de colocar um X no lugar da minha assinatura porque não sabia
ler nem escrever, jurei que no lugar de um X jamais deixaria de assinar o meu
nome!”
Seu João era
um aluno fantástico. Não faltava às aulas; fazia todos os exercícios propostos;
tirava inúmeras dúvidas; enfim, tornou-se, além de aluno excepcional, o exemplo
de que o projeto era marcante, excelente, espetacular.
Finalmente,
com honras, ele recebeu o seu diploma de alfabetizado. E a primeira coisa que
fez foi inscrever-se num concurso do Estado, que exigia formação de primeiro
grau.
No dia e
hora marcados, lá estava ele. Não só ele, motivado pela aprovação, como seus
professores. Mas qual não foi a surpresa de todos, quando saiu o resultado e
ele havia sido eliminado.
Resumo da
ópera: “Coloque um X na opção correta”, dizia cada questão antes de seu
enunciado. E uma vez que ele havia jurado que, no lugar de um X assinaria o seu
nome...
Será que
analfabetismo é somente não saber ler e escrever?
Como nunca
levaram em consideração um exemplo como esse, continuamos a ser um país cuja
grande porcentagem da sua população é analfabeta!

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