INFLUÊNCIAS LITERÁRIAS

            Na ordem de preferência, os meus gêneros literários que curto escrever são a literatura infantojuvenil, o romance, o humor e a poesia. Para a leitura, o romance e a literatura infantojuvenil são os prediletos.

         Comecei escrevendo poesias por volta dos meus 14 anos, quando me apaixonei pela primeira vez. Versos com rima, principalmente. Cheguei a encher tantas gavetas, que acabaram se transformando no meu primeiro livro, Adolescência Romântica. Nessa época, já ligado em poesia, encontrei nos sonetos de J.G. de Araujo Jorge o melhor estilo para dar voz ao coração.

Aos 17 anos, após meu verdadeiro encontro com Cristo e me envolvendo com o movimento católico do JAM - Juventude de Ação Mariana -, escrevi e publiquei Ele Também Era Cabeludo. Claro que, dessa vez, a inspiração foi Jesus Cristo, mas a influência foi daquele que viria se tornar uma espécie de “guru literário”: o Poetinha Vinícius de Moraes.

            Eu estava no primeiro ano da faculdade de Ciências Biológicas, com 18 anos, quando, no meio de uma aula de ecologia em que já se falava dos terríveis desmatamentos e queimadas da Amazônia, fui abalroado pela ansiedade de fazer alguma coisa pelo meio ambiente. Mas para crianças. Lembro que, então, me refugiei durante as férias de verão no sítio dos meus avós, em Sepetiba, e com a Olivetti, que havia ganhado de meu avô, escrevi e ilustrei Menino Natureza. Não foi nenhum sucesso de vendas, mas com o elogio que recebeu da crítica, que o apelidou de ‘O Pequeno Príncipe de um País Tropical’, e por ser apresentado pela Paula Saldanha no Globinho, um telejornal infantojuvenil da TV Globo, foi o bestseller para mim.

        Não só ele, mas todos que vieram depois, como Um Carro Muito Especial, A Casa-Bem-Assombrada, A Ciência do Amor... tiveram, e continuará tendo a influência literária de dois grandes escritores: para a faixa etária infantojuvenil, Homero Homem (autor de Menino de Asas; Cabra das Rocas); e para adolescentes, José Mauro de Vasconcelos (autor de O Meu Pé de Laranja Lima; Rosinha, Minha Canoa; Coração de Vidro; As Confissões de Frei Abóbora).

        Ultimamente, os romances têm me absorvido mais. Principalmente aqueles que envolvem o suspense. Sempre gostei do estilo macabro de Edgar Allan Poe (O Corvo; Nunca Aposte a sua Cabeça com o Diabo); da investigação de Dan Brown (O Código da Vinci; Inferno), mas me curvo para a forma e o estilo de Sidney Sheldon (O Reverso da Medalha; O Outro lado da Meia-Noite; Nada Dura Para Sempre; Uma Manhã de Vingança; A Outra Face). Alguém que, quanto mais leio, mais admiro e mais, se assim posso dizer, copio. Para quem já conhece suas obras e, por acaso, há de ler O Código Genérico, Amor Acima de Qualquer Suspeita, Amor e Morte em Tempo de Pandemia e Onde Acaba o Infinito — esses dois últimos a serem lançados nos próximos meses pelas editoras Ópera e Caravana, respectivamente, agora saberá que não é mera coincidência. 

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