Outro dia, um deles me perguntou por que escrevo e publico
tanto, se no nosso país não existe o hábito de ler, já que ler é uma droga.
Então, eu disse:
— Simples assim: escrevo porque amo, e quando fazemos aquilo
que amamos, somos felizes. Por isso que, mesmo sabendo que para muita gente ler
é uma droga, prefiro ficar com a minha droga do que com aquela de muita gente,
que não suporta ler nem sabe o mal que está fazendo à sua vida.
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“Hoje terminei um best-seller”, disse durante uma palestra.
“Como assim, se não sabe se alguém vai comprá-lo?”,
perguntou-me um deles.
— Simples assim: o meu best-seller não está na quantidade de
livros que serão vendidos, nem tampouco no dinheiro de autorais que poderei
ganhar. Basta que um único leitor gaste algumas horas de leitura, curtindo o
que escrevi, que valerão muito mais do que os dias e as noites que passei o
escrevendo. Isso, não tem dinheiro que pague.
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Mas teve um jovem que me fez uma pergunta super legal:
“Cara, e se você não tiver mais inspiração? Já pensou nisso?
O que vai acontecer?”
Dessa vez, não foi simples assim, mas não demorei a lhe dar
a resposta:
— Acho que isso jamais vai acontecer. Primeiro porque Deus,
que me deu esse dom, não vai me abandonar. Segundo porque tenho inúmeros
projetos de vários livros guardados, que tive com inspiração, e poderei
concluí-los. E terceiro porque, se isso realmente acontecer, será sinal de que
terei cumprido a minha missão, aqui na Terra, e estará na hora de passar a
escrever lá no céu.

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